Linha W: o Moinho Pé de Máquina que Transforma Galhos em Lucro

A estocagem e o transporte interno de galhos e canais de injeção representam perdas diretas na eficiência global do equipamento (OEE). Na transformação de termoplásticos de alto volume, a moagem junto à injetora é o padrão técnico exigido para evitar a degradação térmica do material, eliminar a contaminação cruzada e otimizar o fluxo logístico do chão de fábrica.
A especificação incorreta do equipamento introduz gargalos severos no processo. A instalação de trituradores não projetados para a função "pé de máquina" resulta em níveis de pressão sonora acima dos limites tolerados e na geração excessiva de finos (pó), comprometendo a homogeneidade da mistura com a resina virgem e causando falhas estruturais nas peças injetadas.
"Operando a 200 ou 400 RPM, conforme a configuração do equipamento, o galho de injeção é cortado de forma limpa, não esmagado. O resultado: redução expressiva de pó na linha e eliminação de intertravamento do setor por excesso de ruído."
A Distinção Técnica Fundamental: Linha W vs. Linha C
O mercado frequentemente confunde soluções de central de moagem com equipamentos genuinamente desenvolvidos para o trabalho acoplado. A Moinhos Rone separa rigorosamente essas aplicações através da engenharia aplicada em suas linhas de equipamentos:
Linha W (O verdadeiro Pé de Máquina): Projetada exclusivamente para operar ao lado da injetora ou sopradora. Seu diferencial técnico reside no sistema de baixa rotação (200 ou 400 RPM, configurável por modelo) combinado com um design de carcaça em paredes duplas com acabamento interno emborrachado. Essa configuração mecânica absorve o impacto do corte diretamente na estrutura, dispensando o uso de cabines acústicas externas. O equipamento ocupa área útil mínima e não interfere no layout de operação da máquina principal. A Linha W é composta pelos modelos WA (WA.155 e WA.210) e WB (WB.310 e WB.385), diferenciados pela potência do motor e dimensões do bocal de alimentação.
Linha C (Central de Moagem com Cabine Atenuadora): Equipamento destinado a centrais de moagem ou operação ao lado da máquina principal em ambientes onde o nível de ruído seja especialmente crítico. Conta com cabine atenuadora de paredes duplas revestida internamente com material de alta absorção acústica (atendendo à ABNT NBR 15107) e transporte pneumático acoplado para retirada, transporte e armazenamento do material moído.
Alocar uma Linha C como solução de "pé de máquina" simples para galhos finos, quando o requisito principal é só baixo ruído sem a robustez de uma central completa, costuma ser superdimensionamento de capital e de espaço físico — a Linha W resolve esse caso com menor investimento.
Parâmetros de Performance da Linha W
A decisão de compra para integração no chão de fábrica deve ser baseada em métricas dimensionais e operacionais. A Linha W entrega resultados superiores devido aos seguintes fatores:
Velocidade de Corte: A operação em baixa rotação (200 ou 400 RPM, conforme configuração) evita o superaquecimento do material dentro da câmara. Em materiais sensíveis ou higroscópicos como PA6 (nylon), PA66, ABS, PC e PET, a baixa rotação evita a absorção acelerada de umidade e a degradação térmica, mantendo as propriedades reológicas intactas durante o reprocesso.
Isolamento Acústico Integrado: O bocal de alimentação é fabricado com paredes duplas preenchidas internamente por material de alta absorção acústica e acabamento externo emborrachado, o que, associado à baixa rotação, garante baixo nível de ruído atendendo à ABNT NBR 15107 — sem a necessidade de cabines externas.
Especificações Técnicas — Modelos WA e WB
| Modelo | Potência (CV) | Comp. Lâminas (mm) | Ø Rotor (mm) | Bocal Alimentação (mm) | Rotação (RPM) |
|---|---|---|---|---|---|
| WA.155 | 2 / 3 | 150 | 130 | 155 x 150 | 200 ou 400 |
| WA.210 | 3 / 4 / 5 | 200 | 150 | 210 x 200 | 200 ou 400 |
| WB.310 | 5 / 7,5 / 10 | 300 | 240 | 310 x 270 | 200 ou 400 |
| WB.385 | 10 / 15 / 20 | 400 | 260 | 385 x 300 | 200 ou 400 |
"Especificar o equipamento correto é garantir que a reciclagem interna seja uma solução de rentabilidade, e não a origem de um novo gargalo de manutenção."
Automação de Descarga: Do Moinho ao Canhão da Injetora
A Linha W é um sistema versátil. A escolha da descarga dita o nível de automação da sua célula:
- Caixa de Recolhimento (Standard): Boa capacidade de armazenamento para lotes fracionados. Possui pré-disposição (orifício próprio) para instalação de alimentador automático via mangueira de aspiração.
- Transporte Pneumático: Ventilador de alta eficiência instalado sob o bocal de descarga, ocupando área extremamente reduzida. Conta com ciclone com filtro de ar autoestruturado pela própria tubulação, permitindo descarga direta.
- Reservatórios para Material Moído: Disponíveis em modelos padronizados de 150, 300 e 600 litros (ou conforme necessidade), com acoplamento direto à descarga do ciclone, fundo cônico para evitar acúmulo, visor de inspeção e estrutura móvel com rodízios.
"Cada vez que um operador empurra um carrinho pela fábrica, sua empresa perde tempo de produção. Com o transporte pneumático da Linha W, o material moído retorna à injetora sem tocar o chão."
Engenharia de Performance: Acesso e Manutenção
A conformidade com a ABNT NBR 15107 e com a NR-12 não é apenas legal, é operacional:
- Lâmina fixa reversível com aproveitamento de quatro bordas cortantes, reduzindo o custo de afiação por tonelada processada.
- Mancais isolados da câmara de moagem, que evitam a contaminação e o aquecimento da graxa dos rolamentos.
- Peneira fixada por encaixe e pressão, sem parafusos, de fácil remoção para limpeza interna completa.
- Sistema bipartido de abertura do bocal, permitindo acesso direto ao compartimento de moagem e agilizando a manutenção de todo o conjunto rotor.
- Estrutura inteiramente em aço soldado, construída em conformidade com todos os requisitos da NR-12.
Diagnóstico Operacional: Onde Seu Dinheiro Está Ficando?
Se sua operação apresenta estes sinais, há espaço real de economia a ser destravado:
- Acúmulo de galhos ao lado das injetoras
- Transporte manual de refugo dentro do pátio
- Compra constante de resina virgem para cobrir perdas que poderiam ser recicladas internamente
- Mistura indesejada de materiais em caixas genéricas, sem segregação por tipo de resina
- Falta de medição do volume diário de refugo gerado
Reciclar o galho de injeção no momento em que ele é gerado transforma um resíduo operacional em matéria-prima reaproveitável, reduzindo a dependência de resina virgem e os custos de movimentação interna de material refugado.
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